terça-feira, 25 de janeiro de 2011

No calor...

Dormir foi uma das melhores coisas que Deus inventou.
Inventou sim! Inventou o sono, o sonho e inventou também o calor...
Ah... Esse calor...
Fiquei pensando, durante a noite, como era dormir no inverno, com frio...
Então ri sozinha, porque no inverno também acordava à noite sonhando com o calor.
Cheguei à conclusão de que preciso urgente de um bom ar condicionado.
Sim! Ar condicionado para manter a temperatura no ponto certo: nem mais nem menos do que o necessário para o meu sono por uma noite inteira!
Mas então, fiquei pensando... De novo... Será que eu não acordaria por qualquer outro motivo? Por exemplo, por que está chovendo uma banheira inteira de água, ou porque não está chovendo à dias, ou ainda, porque tem um barulho dos infernos justamente atrás da minha casa que faz com que as paredes tremam. Então, o aparelho de ar condicionado não teria muita valia, a não ser manter a temperatura.
Não é justo!
Eu só queria conseguir ter uma noite inteirinha de sono!
Ah... Dormir... Sonhar...
Sonhar? E quanto aos pesadelos? Sim, pesadelos... Daqueles que nos fazem acordar com o coração saindo pela boca e, inexplicavelmente, esquecidos na consciência. Então, para que servem? Do que serve sonhar com coisas das quais não conseguimos nos lembrar a não ser a sensação da taquicardia e do mau humor que nos deixa?
Ah! Entendi... Alegorias da vida... O que seria do verde se todos gostassem do azul?
São as contradições da vida, não é? Sol e chuva, calor e frio, sonho e pesadelo...
Pensando bem, acho que prefiro não me lembrar mesmo dos pesadelos. Melhor mantê-los à sombra da inconsciência, do esquecimento.
Prefiro o bom humor dos sonhos, das doces noites de primavera, onde o cheiro do jasmineiro da casa da frente entra pela janela do meu quarto perfumando minhas horas de sono e o ressonar tranquilo do Marco, ao meu lado, faz as cortinas da minha janela se mexerem suavemente. Opa! Suavemente? Ressonar tranquilo? Bem, deixe pra lá!
Então, agora preciso viver o meu dia. Longo e quente dia.
Até mais.