quarta-feira, 9 de março de 2011

Sambar, dançar...

Acabou o Carnaval...
Acabou o feriado, acabaram os dias tranquilos sem trânsito e sem confusão e parece que o calor também. Os dias estão mais frescos e o céu... Ah, o céu... Lá na praia azul índigo, com pequenos flocos de nuvens branquinhas e suaves e o sol, uma grande, redonda e amarela bola suspensa lá em cima, queimando nossas peles brancas e sensíveis, limpando-nos o mofoescritóriofechadosemjanelas e deixando-nos mais bonitos. A cor mais escurinha esconde um pouco a celulite e emagrece (verdade! Mesmo que a balança não confirme).
E o céu aqui em Sampa? Cinza... Chumbo... Sujeito a chuviscos sem hora marcada, daqueles que  nos pegam  no meio da rua e nos molham até os ossos. Cadê o guarda-chuva? Qual? Aquele enorme que se usa como bengala? Trouxe não... Esqueço em qualquer lugar... Prejuízo na certa! Então o de bolsa, o pequeno. Ih! Verdade, tem aquele que não dá para "esquecer", mas... Ventou semana passada enquanto chovia e o danado virou ao contrário... Quebrou. Bem, o jeito é andar depressa ou se esconder embaixo de alguma marquise. Mas prefiro mesmo é parar num bom café e aproveitar ao máximo estes cinco minutinhos de paz e tranquilidade. Às vezes dá até para ouvir boa música... Desde que não seja samba-enredo. Adoro samba, mas samba-enredo... Nossa! Dá para "ouvir"? Letras repetitivas e sem muito sentido, versos (versos?) de rimas pobres, só para justificar o tema?
Adoro bateria de escola de samba, samba de breque, samba pesado... Samba de rua mesmo. Adoro o samba no pé, dos passistas incansáveis... Queria saber sambar daquele jeito, mas só de pensar nisso minha coluna já começa a arder... Adoro ver a criatividade dos carnavalescos que elaboram os desfiles de suas escolas, porque são lindas mesmo (as escolas). Aquelas fantasias super elaboradas, pesadíssimas... Fiquei imaginando como deve ficar o corpo do sujeito, depois de carregar vinte, trinta quilos pelo tempo que carregam.
Todos os anos procuro assistir nem que sejam flashes dos desfiles, só para ver o que os carnavalescos criaram desta vez, mas espero um dia poder estar lá, no meio da muvuca, mesmo sabendo que a música (música?) é horrível, mas só para sentir na pele a emoção do samba, da bateria, da dança, da fantasia e do sonho que dura um ano e que se materializa e acaba em menos de duas horas.
Então chega a quarta feira de cinzas, rostos cansados, corpos arqueados e doloridos e...
Hora de voltar ao trabalho!
Terminaram as férias e enfim o ano começou. Começam novos sonhos e, de qualquer forma, daqui a um ano tem mais carnaval, com chuva, calor, vento... Seja o que for, daqui a um ano tem mais carnaval...