quarta-feira, 11 de maio de 2011

Santos

Não é segredo para ninguém que sou santista convicta e quase fanática. Adoro ver os meninos da Vila mexendo as pernas num frenético correr, chutar, driblar...
Imagino os corações batendo forte, a respiração acelerada, aquela bola que vai e volta nervosa, endiabrada, cheia de vida, às vezes de personalidade meio duvidosa, enganando pés de cores berrantes e entrando, sem nenhuma cerimônia e conformada pelas traves adentro do Rafael. Outras vezes, abusada e obediente, me enchendo de uma felicidade eufórica, não faz mais nada a não ser estufar as redes dos times adversários. Nossa! Perco o fôlego, mostro os dentes e festejo: Gollll!!!!! Claro! Afinal, porque não gritar o bendito gol que sempre chega na hora certa?
Paro e admiro aqueles garotos esforçados, cheios de uma alegria quase infantil a correr atrás de uma bola, seus cabelos cortados à moicana (ou quase isso) e seus corpos bem formados, moldados pela tecnologia moderna. Pisados, xingados, derrubados, levantam-se como se nada tivesse acontecido e continuam sua desembestada saga de correr com a bola e chutá-la ao gol.
Zero a zero? O que importa? Importa é não perder. Mas, se perder... Qual é o problema? Ainda tem o próximo jogo.
Hoje, não tem zero a zero... Final do primeiro tempo e GOLLL! Um a zero, bombas explodindo nas ruas, gente gritando de alegria e o Santos me enchendo mais uma vez da mais profunda felicidade. Tomara que continue ganhando, penso com o coração batendo frenético.
É o Santos! Meu time do coração! Ao menos hoje, rezo para que o Once Caldas se cale e se renda para o meu Santos.