segunda-feira, 27 de junho de 2011

Rapunzel

Acabei de ouvir que sou uma sonhadora... Uma romântica a la Rapunzel.
Faltam-me apenas as tranças... E o príncipe encantado.
Não que eu não tenha um príncipe. Tenho sim... Às vezes ele vira um sapo, mas é só dar-lhe um beijinho que volta a ser um príncipe. Nem que o beijinho seja em forma de grito - risos.
Encantado? Ah... Encanto mesmo é quando conseguimos ver coisas que não existem, sentir coisas que não são reais e ter muito mais do que é possível.
Mas todos temos um quê de Rapunzel e de Príncipe Encantado. Todos, de alguma forma, vemos o mundo colorido quando podemos ou cinza quando queremos. Transformamos nossas vidas ao nosso bel prazer, pelo simples fato de que tudo é mutável.
Dizemos que queremos tal coisa e corremos atrás dela. Será que deveríamos correr para ela - a coisa? Então, não seríamos frustrados porque estamos sempre um passo atrás?
Idealizamos verdades absolutas e acreditamos nelas. Mas o que é verdade? É aquilo que vemos com os olhos físicos ou o que vemos com os olhos da mente, da alma?
Vejo meu mundo colorido, porque gosto que ele assim o seja. Mas vivo cercada por pessoas que insistem em ser pseudo pragmáticas. Questão de gosto, eu sempre digo. Essas pessoas acordam para as críticas, porque pensam que não podem ter o prazer de receber com alegria os raios solares que insistem em nos lamber todas as manhãs, mesmo quando o dia está frio e chuvoso como o de hoje.
Dizem-me que não tenho os meus pés no chão. Respondo-lhes que sim, os tenho bem plantados no chão... Mas trato de movimentá-los muito... Porque é com os meus pés que me direciono nos caminhos de minha vida, de minhas escolhas, de minhas decisões e, porque não, dos meus sonhos.
Fico pensando em como deve ser chato o raciocínio de quem só quer os efeitos práticos de uma ação. Para mim é difícil perceber a vida sem sonhos, sem cores, sem um quê de Rapunzel.