quinta-feira, 23 de junho de 2011

Claro – Escuro


Lá fora, agora, está escuro
Um escuro meio claro
Já que há luzes no espaço
Fazendo brilhar o pensamento puro

Lá fora está escuro
Tão escuro como os meus pensamentos
Penso que neste momento
Falar, nem me aventuro

Lá fora, agora, está escuro
Escuro como seus olhos
Quase sinal de vida
Pura como nasce o filho

Enfim agora, lá fora está claro
Do espaço pequenas gotas de orvalho
Caem úmidas molhando o regaço
Da mãe que só dá amparo

Lá fora, agora, está claro
Claro e puro como o dia
Dia que corre célere
Em busca da noite que alforria

Então, de novo escuro
Os olhos se fecham
Os sonhos recomeçam
À vida de novo, me aventuro