sexta-feira, 10 de junho de 2011

Hoje de manhã acordei ouvindo a frase: "Será que os loucos são os outros ou sou eu?". Esta frase célebre, foi dita por um não menos célebre: Albert Einstein. Fiquei pensando nela por algum tempo, filosofando sobre o seu significado e, claro, não cheguei a nenhuma conclusão. Mas reconheço que todos nos temos um pouco de loucos... Todos, incluindo a mim mesma. Somos loucos por amar demais ou por amar de menos, somos loucos por agir assim ou daquele jeito, somos loucos por acreditar nisso ou naquilo... Há também quem seja "louco de pedra" e os mais suportáveis. Há quem trate as pessoas, seus semelhantes, com respeito e bondade e há quem os trata com arrogância e maldade. Todos nos conhecemos pessoas que se encaixam em todas essas definições. Recentemente fiquei furiosa com o pouco caso que muitos de nossos políticos tiveram com a região de Belo Monte e o projeto que nossa presidente (ou presidenta como ela e a Cristina Kirschner querem ser chamadas) aprovou. 
Mas, hoje de manhã, ouvi o pior dos loucos comentários, vindo de um advogado supostamente culto, instruído em alguma faculdade de Direito, o Sr. Jeferson Baldan, que trabalha pela causa do bandido que matou um estudante na USP recentemente. Ele disse, entre outras coisas, que "bandido também tem ética", para justificar o fato do criminoso não ter revelado o nome de seu comparsa. Não consigo nem comentar sobre isso. Não há como tecer nenhum tipo de opinião sobre um advogado que compara um criminoso abjeto a um profissional. Desde quando bandidagem é profissão? Quando foi auferido ao criminoso a alcunha de ético? Acaso há ética em se matar alguém, roubar o que não lhe pertence ou seqüestrar inocentes? 
Lembro-me dos ensinamentos da Bíblia e dos Mandamentos de Deus, onde Ele diz que não devemos matar, não devemos roubar, não devemos mentir... 
A frase dita por este cidadão repugnante causa espanto. É um escárnio. Demonstra claramente o equívoco sócio cultural pelo qual o Brasil e outros países têm passado.
Quando estudei na faculdade, uma coisa aprendi: ética é um conjunto de normas - não necessariamente escritas - que regulam um padrão para o comportamento humano, seja ele no âmbito profissional ou social. Que tipo de padrão estamos ensinando às gerações futuras se, em rede nacional, um cidadão diz que bandido é como outro profissional qualquer, com ética? Acaso é algum tipo de apologia ao crime?
Só me resta desejar e acreditar que alguma coisa pode ser feita. Que o mundo pode e deve melhorar em prol de uma civilização mais humanizada e justa e que não haja advogados tão ignorantes e anti-educativos - se é que este termo existe.