terça-feira, 26 de julho de 2011

Anjo da Guarda

Gosto de falar do sol... Seu calor, sua energia, quanto lhe dou, meu Deus, de valor!
Todas as manhãs grito seu nome, anseio seu calor, sinto tanta fome... Fome de vida, de amor.
E lá vem o sol... Chama-me e paciente espera. Vigia-me cuidadoso, grande pai amoroso, sempre preocupado com o frio inesperado que pode, inclemente gelar minha mente.
Repudio o frio e clamo pelo Pai. Luto animada como um samurai pela paz, que sei, Ele me traz.
Assim, peço Sua luz e espero ansiosa tirar o escuro e velho capuz que tolda minha visão, minha fé e me faz navegar ao léu na alta maré.
Então pego-me a pensar: porque sempre estamos a achar que tudo é problema, dilema? As coisas são tão simples, puras como ouro e buscamos sempre o difícil, como se o simples não fosse já um tesouro. Deixamos os pensamentos vagarem até as bordas do infinito e nos perdemos em retórica.
Sonhos impossíveis, realidades inefáveis. Apenas ensejo de realizações e vontade de uma felicidade, quase um lampejo... Sem explicações.
Ah! Aí está o sol! O sol que aquece e uma nova vida estabelece, por vontade ou imposição, porque os sonhos são mera ilusão que tornam a vida uma verdade. Nesta viagem não há baldeação. Caminhos tortos ou retos, que importa! Ao final sempre nos levam, demore ou não!
E uma coisa eu sei que sempre vou ter: a luz, o calor de meu pai Sol a me indicar os caminhos sempre como um farol. Anjo da Guarda que sempre me vela mesmo quando a noite se revela, porque reflete na Lua, apenas para mim, sua bondade perpétua.