quinta-feira, 7 de julho de 2011

Chuva

Cai sobre mim, chuva tardia
Molha, certa com teu frescor
Traga rápido a perdida alegria
À morada do meu terno amor

Cai célere, chuva bem vinda
Lava com tua água fria
Tão doce, tão rica e viva
A tristeza de toda minha vida

Cai fina, mansa chuva
Ameniza ainda a minha luta
Deixa memórias na terra úmida
Torna madura e tenra a fruta

Cai brava, chuva torrente
Quebra os elos da dura corrente
Faz de mim novamente
A doce menina que fui, contente