segunda-feira, 4 de julho de 2011

Tardes Eternas


Como é doce a impaciência da pressa
Amarga a complacência da espera
Infinita a luz que ilumina
A aurora brilhante de minha vida

Viver uma estória sem fim
E esperar por um final sem mim
Eu que nunca estive aqui
Aqui me sinto feliz

Felicidade que foi-se embora
Procuro, não encontro
Como uma bela metáfora
E a faço, porque não, agora

Alegria, enfim vislumbro
Com um sorriso sem vontade
Aquele abraço por bondade
Criança que pede, é verdade

Tenho então, o farto riso de Monalisa
Procuro aquele que profetiza
E peço a Deus que nunca me diga
Quanta tristeza teimosa ainda fica

Quero uma carícia terna
Nas doces tardes eternas
Para lembrar-me qual tatuagem feita
A queimar-me com ferro a pele perfeita

E como as palavras deste pobre poema
Quero uma vida sem problemas
Qual infantes e suas inocências
A correrem céleres sem consciência