sábado, 24 de setembro de 2011

Banho com Sais e Chá

Hoje é sábado... Estou sentada no meu sofá, em frente à duas telas, numa delas, imagens e sons do Rock in Rio, Dinho Ouro Preto, do Capital Inicial... Amo! Na outra, instrumento de trabalho, me divirto escrevendo enquanto bocejo cansada e penso no momento em que finalmente tirarei minha roupa e mergulharei de cabeça no chuveiro quente. Ganhei um frasco de sais de banho que usarei com vontade. Mereço. Para ficar perfeito, adoraria um par de mãos grandes e quentes massageando minhas costas doloridas e cansadas. Bem, quem sabe mais algumas partes do meu corpo... Então, quase no final do banho, já sentiria o fresquinho dos lençóis de minha cama confortável e cheirosa, o meu travesseiro macio. Sairia do banho e passaria devagar o creme por minha pele úmida e ainda quente do banho, para em seguida envolver meu corpo na toalha felpuda. Pronto, estarei pronta para a minha cama.
Acabou o show do Capital e agora, intervalo do programa, muita propaganda. Meu telefone toca e eu rio - bolão ganho - amiga perdida... "Onde você está? Tenho o mapa aberto." Lembrei por que estou aqui de plantão, morrendo de sono... Também, sair do Morumbi para chegar num fim de mundo chamado Vila Formosa... Claro, fim de mundo para nos, para eles de lá, o fim do mundo é aqui... Questão de localização geográfica.
Penso se vou esperar mais um pouco. O banheiro parece ter adquirido, de alguma forma, uma vida incerta, com voz e tudo. E está me chamando... Será histeria pré sono? Resolvi fazer um "tour" televisivo e cai num canal onde uma receita de alguma coisa esquisita, como uma espécie de saco de porco ou coisa parecida é enchido com um refogado de miúdos de porco picado e sangue... Meu Deus! Mudei rápido de canal antes de começar a sentir um cheiro enjoado saindo do âmago do meu ser vegetariano. Voltei para o Rock in Rio e dei de cara com o Dinho. De novo. Agora em entrevista com repórteres. Adoro o Capital Inicial e eles estão bem demais, diria mesmo lindos e já são cinquentões ou quase.
Acabo de ouvir movimentos lá em cima. Está frio e a cama - com sua voz muda - me chama. Lá de cima o maridão pede uma xícara de chá e eu estou aqui pensando se já estou pronta para enfrentar o frio da cozinha  para prepara-lo. Bem, acho que não vai ter jeito. Também, o cansaço me venceu... O sono também.
Já estou indo, querido chuveiro... Esperem-me sais! Ops! Antes o chá.