sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Delírios

Vejo a chuva caindo lá fora... O barulho ruidoso da água no telhado me faz lembrar de uma viagem à Lua. Uma viagem de ida, sem destino certo, já que na Lua não tem rua, não tem  nada perto... Como fui parar lá? Bem, fui nos meus sonhos, nos meus desejos. Foi apenas um lampejo, não mais que segundos que me levaram ao mais recôndito dos lugarejos, escondido no fundo dos meus pensamentos, à semelhança mesmo de estrelas... Ou satélites... Daqueles que procuramos sem cautela e que nos lançam de volta sua luz já extinta, como nos segundos que duram uma viagem de sonhos, de delírios, quase um martírio que quando acaba sentimos falta...
Lanço um tímido gemido... Sentido, sofrido. Porque acordei do sonho, da viagem... À Lua? Voltei de lá... Voo vertiginoso de volta ao chão, mas com candura, com mais que verdades em profusão. Porque não viver sempre em delírios, em sonhos? Ai vida complicada, dura. Eu me rendo, com submissão!