domingo, 18 de dezembro de 2011

Os mil castelos



Choro e rio...
Um riso franco
Lágrimas... Suplício
E tudo está em branco
Belo e vazio...
E tudo é memória
Num quê de esquecido
Imagens em demasia...
Em tudo resolvido
Uma grande alegria
Meu coração defendido
Só quer as delícias
Um olhar singelo
Um pensamento em ousadia
Construo mil castelos...
Quanto tenho de energia!
Choro e rio...
Avanço pela penedia
Sentindo o velho arrepio
Arrepio em desejos aflitos
Percorrem meu corpo arredio
Espero o final como um desafio...
Ouço as vozes num sussurro
Prefiro isso aos ouvidos mudos
Coisas de maluco em carícias quentes
Minha pele quase dormente
Espera, bem paciente
O toque de mãos ardentes.
Choro e rio...