domingo, 8 de julho de 2012

Amor Ausente


Minha pele está tão quente
Como quentes são as suas palavras
E frios os seus intentos. Você mente
Uma mentira bem pouco inocente...

Ouço atenta o que você diz
Palavras doces e sempre gentis
Meus ouvidos atentos anseiam
Mesmo que mentiras sejam

Suas mãos em minha pele
Seguem o mesmo percurso
Como se a memória vele
Como um abraço de urso

Minha pele está tão quente...
Minhas palavras incoerentes
Tão incoerentes que me sinto doente
Do amor sempre ausente...




3 comentários:

  1. A falta gera poemas bons, mas sentimentos ruins. Que a arte sobrepuje a carência, sempre, trazendo - ainda que sob a perda da beleza nas palavras - um amor tranquilo.

    Abraço!

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    Respostas
    1. Obrigada Fabrício! A minha arte está me ensinando a viver cada vez melhor...

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  2. Poetisar é fazer um amanha cada vez melhor...

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Comente. Vou adorar ler.