quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Algaravia

O som vinha de longe
E de fato me comovia
Deixava-me quieta como um monge
Com vontade de cantar como cotovia

Era estranho e natural
Aquele som tornar-se imortal
Como imortal é a minha alma
O que me deixa muito calma

Aquela estranha algaravia
Tomava-me como de assalto
Toldava-me os sentidos
E eu só queria sua companhia

De repente o que era confuso
Claro e calmo se tornou
Como um doce intruso
Minha alma simples tomou

Uma profunda alegria me invadia
Tão certa, tão instável
Tirando-me o fôlego
Era uma linda sinfonia

É um doce amor
Uma intensa paixão
Como rubra rosa em flor
Por isso, não peço o perdão

5 comentários:

  1. Respostas
    1. Obrigada pela visita gentil, amigo José Loureiro.
      Um abraço.

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  2. Não há como permanecer ileso diante do convite à leitura de seu poema. Afinal, o subtítulo do Logomaquia é justamente: "um sujeito em meio a uma algaravia..." Sou muito afeito ao tema; e você conseguiu, mais uma vez, construir - com doçura - o passo a passo de uma descoberta sonora. Muito bom!

    Um beijo!

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    1. Os sons e as cores sempre fizeram parte da minha vida. Da algaravia é que tiro a inspiração para sentir as coisas e ser feliz.
      Um beijo Fabrício e obrigada.

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