quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Abraços

Hoje o dia está esquisito. Nem tão quente e bem mais úmido, aroma de sonhos infinitos. Hoje o Sol quase não deu o ar de sua graça e tive vontade de me sentar na praça, mas qual... Senti umas gotículas caindo já secas na minha mão. As nuvens estão sem os carneiros de sempre e parecem uma capa acinzentada cobrindo teimosas todo o azul do céu. Então pensei nas palavras. Quantas palavras formam-se na boca, seriam pensamentos? Tantas memórias do que já nem lembro, quanta magia nos olhares sem tempo, tantos abraços vazios em corpos etéreos e muitos beijos com gosto de som estéreo. Escrevo em livros ideias sem nexo, leio as entrelinhas daquilo que nem quero. Sonho sonhos de cores sem cor, sinto os olhares de tantas paisagens, em distâncias incomensuráveis. Queria que fossem, as distâncias, tão pequenas quanto o tamanho de meus braços, em ternos e eternos abraços.