domingo, 25 de novembro de 2012

Quantos Anos??

Ontem o dia era fresquinho e meio úmido, nada que me incomodasse ou que me fizesse abrir meu enorme guarda-chuva. Estava sentada no único banco visível por aquelas cercanias em que me encontrava sozinha, à espera do resto da torcida que eu esperava que fosse aparecer. Era dia de jogo de Rugby e eu adoro este esporte. Para quem não sabe, o Wikipédia tem uma boa descrição para Rugby. Bem, estava eu sentada sozinha em frente ao campo, quando uma série de reminiscências me tomaram a mente de assalto. Lembrei-me dos primeiros e incompreensíveis jogos que assisti, levada por minha amiga/irmã Célia, verdadeira torcedora aficionada do esporte e que hoje não nos favorece mais com sua torcida. Vi-me olhando para o céu, onde nuvens cinzentas pairavam quase paradas sobre nossas cabeças, exatamente igual como em tantas tardes de Rugby pela vida a fora. Numa época remota não havia tempo ruim que impedisse as mulheres dos rugbiers de torcer pelo time favorito. O meu era o Alphaville Rugby e nós, as mulheres, filhas, amigas e mães, éramos designadas como as "Alpha-ladies". Riamos felizes e gritávamos até perdermos nossas vozes, mas chorávamos juntas nas derrotas. Aquele  tempo acabou e me tornou uma das torcedoras mais assíduas da história brasileira do Rugby. Vi a formação de tantas torcidas que até já perdi a conta. Muitas vezes nos últimos tempos, fui a única e solitária torcedora de jogos sempre emocionantes, ao menos para mim. Hoje em dia aquelas mulheres de antes, cansaram ou se aposentaram, têm outras atividades ou compromissos. Mas eu nem sofro, porque faço o que gosto. No "terceiro tempo" - momento de confraternização dos times adversários, em que se toma cerveja com soda, ou shandy (eu acho um horror, mas...), eu era a única mulher e nem liguei. Tomei minha indefectível Coca Cola e ouvi quase  todas as "abobrinhas" que só são ditas entre os homens e ri. Mas, Rugby é assim mesmo, a cada "try", uma emoção, a cada scrum, mãos que suam e que aplaudem se a bola - oval - fica para o nosso lado e a cada chute entre os paus - traves em forma de "H" - os pontos de que precisamos em busca da vitória.
E sabem a quantos anos eu frequento o Rugby? Um dia eu conto... risos.