quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Amigas?

Ela vinha chegando toda dengosa e faceira, devagar, bem devagarinho. E bem devagarinho foi tomando conta de tudo. Tudinho...
Foi me abraçando, ainda que mãos não tivesse.
Parecia mais paixão do que outra coisa. Uma paixão mais que avassaladora.
Quase como uma diversão roubou-me a paciência, as forças e as vontades...
Tirou-me o fôlego e me deixou sem ar.
Oh! Senhor, porque não a manda embora de uma vez? Não a quero comigo! Ela é ruim, perniciosa e quer me levar embora sem me dizer para onde.
E fico aqui quietinha, sem me mexer muito, porque ela não deixa.
Penso no tempo em que ela não me dominava e eu era mais feliz.
Sai dor! Sai de mim! Deixe-me em paz, de uma vez!
Deixe-me viver feliz como antes, podendo sorrir à toa sem nenhum contratempo.


6 comentários:

  1. Quando me acontece isso.Penso em minha própria fragilidade Suzana. Tem aprendizados que machucam, infelizmente. Beijos amiga linda!

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    1. Ai Guerreira quisera eu não ter fragilidade e ser uma "Guerreira" como você.
      Bjuss

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  2. Que essa "visita" seja passageira, Suzana. Estou torcendo por você, como de sempre!

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    1. Obrigada Fabrício, vou melhorar sim, ah! se vou!
      Bjuss

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  3. Também à semelhança da nossa comum amiga Hilda, és uma guerreira, Suzaninha!
    Que mais te dizer? Olha... apenas o que mais gosto de fazer, isto:

    Fosse eu mago e te daria,
    algo que a dor te sanasse,
    ou então que por magia,
    do teu corpo eu a quitasse.

    Por mago não sei passar,
    sou tão somente um placebo,
    que a ti me quero entregar,
    para induzir-te sossego.

    Muitos abraços, Suzaninha!

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    1. Querido Zé

      Suas palavras, para mim, foram o bálsamo que buscava.
      Obrigada por sua delicada poesia que a mim dedicas.
      Bjuss

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Comente. Vou adorar ler.