quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Amigas?

Ela vinha chegando toda dengosa e faceira, devagar, bem devagarinho. E bem devagarinho foi tomando conta de tudo. Tudinho...
Foi me abraçando, ainda que mãos não tivesse.
Parecia mais paixão do que outra coisa. Uma paixão mais que avassaladora.
Quase como uma diversão roubou-me a paciência, as forças e as vontades...
Tirou-me o fôlego e me deixou sem ar.
Oh! Senhor, porque não a manda embora de uma vez? Não a quero comigo! Ela é ruim, perniciosa e quer me levar embora sem me dizer para onde.
E fico aqui quietinha, sem me mexer muito, porque ela não deixa.
Penso no tempo em que ela não me dominava e eu era mais feliz.
Sai dor! Sai de mim! Deixe-me em paz, de uma vez!
Deixe-me viver feliz como antes, podendo sorrir à toa sem nenhum contratempo.