quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Sem saudades

Não sentirei sua falta. Você foi, para mim, muito carrasco, me deixou doente e insegura. Não quero sentir mais do que uma nostalgia não querida, uma lembrança que, com o tempo, esquecerei. Pedi muitas vezes que você fosse melhor, que me fizesse mais feliz, mas, com insistência, só soube me fazer sofrer. Tive tanta expectativa, sonhei tanto que poderia me fazer feliz e... Nada! Neste quesito você foi imprestável.
Não, não se preocupe, vou ter algumas boas lembranças de você. Lembrarei-me das tantas vezes que você tentou ensinar-me que eu tinha que reagir, a dar valor para o que eu tinha ou terei, das vezes em que, quase num murmúrio, você foi maior do que eu imaginei.
Acabo por ter o desejo de fazer uma música. Uma que seja inesquecível como você certamente não será. Nela comporei estrofes lindas do amor que derramei por você ingrato, com um refrão de indiscutível verdade. E naquele refrão, caberá minha vida inteira.
Adeus! Ainda bem que nunca mais voltará. Fique aí no passado, nas suas mesmices, com suas saudades do que não pode ter mais. Eu vou para o futuro. Lá vislumbro as coisas que você não pode dar-me e, sendo assim, serei de fato feliz.
Adeus dois mil e doze... Viva o Ano Novo!