segunda-feira, 13 de maio de 2013

Para os meus filhos



Ao longo destes últimos vinte e oito anos, venho aprendendo o que é ser mãe. A cada dia vi nascer e vi morrer frases, olhares, carinhos, vitórias e fracassos, porque entendo que tudo, mas tudo mesmo, faz parte da vida. Tenho visto meus filhos crescerem e se transformarem em homens feitos, adultos capazes e competentes. Sei que foi um longo caminho cheio de percalços, mas também cheio de vitórias. Vi cada uma delas com orgulho e alegria. Preocupei-me e até chorei com os problemas que iam aparecendo. A cada dia que passava nestes longos anos, sabia que os estava criando para um dia me deixarem. Seguiriam confiantes os próprios futuros e, sabendo que sempre estaria aqui para abraçá-los e confortá-los quando precisassem, estariam prontos para suas vidas.
Claro, têm muitas em que errei. Cometi muitas falhas, mas tenho certeza de que dei o que pude dar, fiz o que podia fazer, dentro das minhas próprias limitações. Hoje vejo os meus dois homens seguirem seus caminhos, ainda que pense que poderiam ter tomado rumos diferentes. Mas confio na formação que eles tiveram e sei que os frutos que eles vão colher serão bons frutos.
Agora estou à espera das minhas menininhas. Não posso deixar de pensar no futuro que elas vão ter, mas acho que isso é normal. Afinal, ser avó é ser mãe duas vezes. Embora sem as mesmas responsabilidades da maternidade...
O que quero para mim hoje é ser feliz. É ter a perspectiva de uma vida mais tranquila, mais serena... Paz.
Sempre estarei aqui para eles. Amor de verdade nunca morre, apenas muda, se adapta, se molda às constantes variações da vida.
Que eles possam ter tanta felicidade quanto a vida puder lhes dar. E que todas as mães possam ser tão felizes quanto eu sou com os meus filhotes.