terça-feira, 2 de julho de 2013

O Céu como eu

Há dias o Céu andava bravo, triste. Às vezes chorava e resmungava seu lamento, às vezes ficava tão bravo que gritava suas injúrias. Quase dava medo. Mandava um frio cortante que eu não entendia se entrava em mim ou se saia de meu coração. Uma coisa eu sabia: o Céu estava como eu...
Hoje de manhã até pensei em ver um sorriso, uma réstia de alegria. O Sol bem que tentou se mostrar, mas as coisas não estavam muito boas para ele. Então se recolheu à sua insignificância e voltou para o lugar de onde tinha saído.
O Céu continua bravo, bufando seu desagrado e derramando suas lágrimas. Como já tinha chorado muito, o coitado, agora eram lágrimas fininhas, quase acabadas. E o Céu estava como eu...
Mas amanhã será um dia bem melhor. Será? Espero que sim. Preciso do calor do Sol, sua alegria e mágica. Quero sentir meu corpo quente de novo, minha pele arrepiando, como num carinho de mãos macias. Peço apenas um sorriso, uma palavra amiga, uma piscada de olho, maroto.
Sim, amanhã sempre é um dia melhor, cheio de luz e vida, de esperança e paz. O Céu já não estará tão bravo, tão triste. O Sol fará as pazes com o Céu e tudo serão flores.
E o Céu estará como eu...