quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Viagem - a poesia


O Sol ardia sobre minhas costas.
A água do mar, morna, lambia minhas pernas
Sentia saudades e nenhuma resposta...
Um convite à lascívia, sem baderna.

Sentia saudades do que sabia que poderia ter
Vontades que certamente iria realizar
Um único objetivo: o nada, só um maldizer...
Continuei minha toada rumo a lugar nenhum, a sonhar

E o Sol ardia sobre minhas costas...
No horizonte divisava dezenas de navios ancorados
Como eu me sentia... Ancorada à espera, sem proposta
À espera de um porto, de navios coalhado.

Umas gaivotas revoavam ao meu redor
Um cardume de minúsculos peixes nadando apressados
As ondas a lamber minhas pernas, sem sabor
E os peixes sem rumo, quase desesperados.

Caranguejinhos circulavam pela areia a cavar seus tuneis
Pequenos moluscos se enterravam na areia encharcada
E o Sol ardia sobre minhas costas... Tão descortês
E os meus pés continuavam seu caminho, na empreitada.

Virei-me de frente para o Sol e o enfrentei
Um misto de raiva e alegria selvagem
Me mostra a esperança que parecia ter perdido, acreditei
Remete-me à Natureza, que me torna o que sou nesta viagem.

A Esperança, me diz que amanhã será um dia melhor
Que o Inverno, meu melhor amigo, não tardará
E o Sol ardia em minhas costas... E eu no meu torpor
Mas o frio chegará de sua longa viagem de volta e aqui ficará