sexta-feira, 14 de março de 2014

A Morte me espreita...

A Morte me espreita...
Não a morte que acaba
Mas a morte que salva
Que me endireita


A Vida me deixa...
Não a vida que é
Mas a vida que dá fé
Que não é seita

Meu coração está salvo
Salvo da tristeza
Da imensa fraqueza
Que fazia de mim alvo

Minhas palavras agora fluem
Fluem para ouvidos surdos
Sem nenhum absurdo
Para lá, para além, para aquém


Meus olhos agora podem ver
Ver os seus olhos profundos
Os mais lindos do mundo
Os que me deixam viver

A morte me espreita...
Mas a vida me toma, ansiosa
Fala palavras amorosas
Então já me sinto refeita

E a Morte... Já não me espreita.