quinta-feira, 17 de julho de 2014

Anjo da Guarda - em versos



Gosto de falar do Sol...
Seu calor, sua energia,
Quanto lhe dou, meu Deus, de valor!
Todas as manhãs grito seu nome,
Anseio seu calor, sinto tanta fome...

Fome de vida, de amor...

E lá vem o sol...
Chama-me e paciente espera.
Vigia-me cuidadoso, grande pai amoroso,
Sempre preocupado
Com o frio inesperado,

Inclemente a gelar minha mente.

Repudio o frio e clamo pelo Pai
Luto animada como um samurai pela paz,

Sim, eu sei, Ele me traz

Assim, peço Sua luz
E espero ansiosa tirar o escuro e velho capuz
O que tolda minha visão, minha fé

Que me faz navegar ao léu na alta maré.

Então pego-me a pensar,
Porque sempre estamos a achar
Que tudo é problema, dilema?
As coisas são tão simples,
Puras como ouro, e buscamos sempre o difícil,
Como se o simples não fosse já um tesouro,
Deixamos pensamentos vagarem
Até as bordas do Infinito

E nos perdemos em retórica

Sonhos impossíveis, realidades inefáveis
Apenas ensejo de realizações
Vontade de uma felicidade, quase um lampejo...

Sem explicações

Ah! Aí está o Sol!
O Sol que aquece e uma nova vida estabelece,
Por vontade ou imposição,
Porque os sonhos são mera ilusão
Que tornam a vida uma verdade.
Nesta viagem não há baldeação,
Caminhos tortos ou retos, que importa!

Ao final, sempre nos levam, demore ou não!

Uma coisa eu sei que sempre vou ter: Luz
E o calor de meu pai Sol
A me indicar os caminhos
Sempre como um farol.

Anjo da Guarda que sempre me vela
Mesmo quando a noite se revela,
Porque reflete na Lua,
Apenas para mim, sua bondade perpétua.