segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Amor eterno

Tu és pura poesia
És a luz que sempre me alivia
Nas noites escuras da minha vida
Nos lençóis frescos da minha agonia

Tu sempre me sacias
Da sede intensa, da ironia
Da vida dura e sem teoria
Da morte certa e sem sabedoria

Tu me salvas de mim
Dos meus pensamentos infames
Pois os tenho sem nenhum ditame
Sem provocar maiores exames

Tu me fazes viajar
Nesta viagem dos prazeres de amar
Me transformas em tua escrava
De corpo e alma nada puava

Tu és minha cabeceira
Da minha fala, faz maneiras
Da minha história, minha carreira
Livro amado, sejas sempre minha eira

2 comentários:

  1. Oi, Su!

    Estive pelo seu blog, mas o Google me recusou o comentário várias vezes. Acabei desistindo de postar (em escritos anteriores), mas agora, parece que tudo está resolvido (dedos cruzados).

    Desse texto, marcou-me o uso de imagens antagônicas, como se houvesse uma batalha dentro do afeto. Peguei-me pensando: e não é mesmo assim, a dor e o prazer andando juntos quando gostamos de alguém?

    Beijo!

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  2. Não há o que dizer diante da pureza das palavras e do sentimento expressado. A poesia é sua confidente, amante das alcovas, do segredo. E novamente vc coloca à mostra a velhaamiga, companheira poesia
    LITLLE SUZIE está um doce
    Bjs

    Horácio

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