sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Salvador... Ah Salvador!

Hoje o sol se abriu no seu sorriso dourado, deixando o céu de um azul anil ainda mais brilhante. Olhei o mar verde azulado, morno e agradeci pelos quarenta e dois dias de aconchego, de paz e tantas alegrias. Sinto-me agora mais baiana do que nunca me senti, mesmo sabendo que metade de mim é bem baiana. Essa sonoridade cantada da fala desta gente tão querida.
Entre primos e irmãos, foram os dias mais felizes que vivi nos últimos tempos. Já estou morrendo de saudades... Saudades das conversas à beira mar, no quarto, em segredos contados aos risos, da alegria simples de um café e um doce depois do almoço e até das pequenas discussões políticas. Saudades até do calor... E que calor! Média de trinta graus e sem dó nem piedade. Para alguém que ama o frio como eu, parecia castigo, mas o ar condicionado do carro e os ventiladores ligados fizeram toda a diferença.
Nunca me senti tão mimada, tão acalentada, tão importante... Minha família. A família da Bahia. Só tenho que agradecer a todos por tudo, pela acolhida, pelo carinho, pelos passeios... Adorei ver o Farol da Barra, imponente em seu preto e branquismo, no meio de uma praça encantadora e olhando o mar profundo. Adorei tomar o Sorvete da Ribeira, olhando a Marina da Ribeira, com seus barquinhos de pescadores tão encantadores... E como esquecer das Ladeiras do Pelourinho e sua atmosfera tão antiga quanto sofrida... E linda. Do casario da Cidade Baixa, colorido e atrativo, o Elevador Lacerda, que me causou certa decepção, já que sempre pensei que era um elevador panorâmico, mas qual... Só deu para descer e subir por elevadores internos. Mas... Dá até vertigem ver a altura do tal de Elevador. E também o Mercado Modelo, que vi por cima deste Elevador, o Terreiro de Jesus onde vi capoeiristas muito simpáticos que tiraram fotos comigo. Aí vi a Igreja que tanto queria ter visto: a Igreja de São Francisco e sua história secular de pés gastando suas tábuas e escadas e a decoração barroca em ouro e linda, e seus azulejos portugueses que não se pode tocar. Que energia! E como esquecer da cerca de fitas do Senhor do Bonfim que ladeia a igreja no alto da Colina do Senhor do Bonfim? E a Praça da Sé e os vestígios já quase inexistentes dos ossos seculares dos moradores originais daquele recanto, e a fonte de água fresca cujas gotas levadas pelo vento umedecem os corpos suarentos de quem passa.
Ah Salvador! Salvaste os meus dias... Mostraste-me coisas lindas como a Lagoa do Abaeté de areias branquinhas e finas como pó, o Farol de Itapuã na sua imponência avermelhada, mostrando aos navegantes um mar cheio de recifes.
Mas não posso esquecer das praias fora de Salvador, como a Praia do Forte e sua praça cheia de movimento e som, de Arembepe e Imbassaí e com seu rio desaguando no mar.
Mas, a maior emoção mesmo, foi ver o nascimento de Maria Isadora, a bela menininha e a festa de sua mamãe.
Obrigada família por tudo que vocês me proporcionaram. Não vou dizer adeus, mas um simples até daqui a pouco, porque eu voltarei!
Amo vocês do fundo da minha alma, do fundo do meu coração.