sábado, 28 de maio de 2016

Que os perdoe Deus



Os olhos se mantinham fechados, apertados
As mãos crispadas tremiam, incontroláveis
Os pensamentos confusos estavam embotados
Enquanto ouvia palavras nada respeitáveis...

Foram trinta, mais de trinta, mais do que podia
Foram horas, muitas horas... De todo horror
De tudo o respeito era o que menos valia
O corpo violado sem nada, nenhum louvor

Que futuro, meu Deus, esta pobre teria?
Que passado, meu Deus, estes homens têm?
Um mar de lágrimas e pesadelos em fúria
E uma chance de se refazer, quem sabe, bem

Meu corpo, o teu corpo é mais que sagrado
Meus desejos e anseios são apenas meus
Divido minhas vontades com o homem amado
Violência não quero. Que os perdoe Deus.